OS VERSOS QUE GUARDAVA NO BAÚ

Por Janilde Gomes Cardoso

Sobre o livro

Qualquer Arte

A cair da tarde, eu choro a sua ausência

Onde está, amor, que não veio me ver?

Para colher as flores que plantou no meu peito

Venha e colhas cada botão de rosa

São flores que cheiram a amor, desejo e prazer

Venha, amor, venha me ver!

Seus olhos cintilam como as estrelas

E enchem de luz o meu coração que chora

No mar do desejo em teus olhos, eu nadei

O meu coração bateu com força em minha mente

E resplandeceu em mim um vibrante sentimento

Um forte e profundo desejo latente!

Como as meigas flores, tens um doce aroma

Um cheiro da felicidade, de saudade e de querer

É certo que amar nesta vida é sofrer

Mas amarei-te sempre neste mundo e no além

Sempre, sempre, sempre…

Eternamente!

E quando saudoso vier me visitar

Fecharei todas as portas para que não vá

E mesmo que o orgulho tombe e desabe, não deixarei que parta

Cairei de joelhos, implorando que fique

Recitarei uns poemas ou farei qualquer arte

Porque, amor, é uma grande agonia sempre que parte!

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