Vida e Morte, a Regra de Dois: Um drama de escolhas. Somente dois podem ser salvos em cada família.
Por Juliano StatdloberSobre o livro
Somente dois sobreviventes por família. Como você faria essa escolha devastadora? Quem você escolheria?
O mundo sufoca sob uma nova realidade implacável. Não é apenas uma nova pandemia, mas uma tempestade perfeita de ansiedade, aflição e desespero. O aquecimento global, com os incêndios e queimadas constantemente presentes, está dizimando plantações e recursos, e a fome espreita além do terceiro mundo.
Para piorar, um vírus de laboratório criado como arma de guerra, mais letal que qualquer outro já visto, pode espalhar-se mais rapidamente do que as chamas das queimadas. É o COVID-32.
A única esperança, uma vacina de eficácia máxima, exige a aplicação de um novo patamar em termos de evolução científica, a personalização genética, um processo complexo realizado por computadores quânticos e inteligência artificial.
A matemática é cruel: não há capacidade de produção de vacina para todos, na velocidade necessária. Se nada for feito a população pode ser reduzida a níveis nunca imaginados. Os bilionários garantem sua própria sobrevivência, comprando lotes de vacinas na frente dos demais.
O restante da humanidade, à beira do abismo, enfrenta uma escolha aterradora. Para evitar o colapso total da sociedade, é preciso priorizar o salvamento de pessoas que sejam produtivas para a sociedade. Sim, os bilionários descobriram que suas fortunas não valem nada sem pessoas produzindo.
Um decreto da recém-criada Agência Global para Salvamento da Humanidade (AGSH), liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Elon Musk, impõe uma restrição brutal: apenas duas pessoas por família têm direito à vacina.
Pais, filhos, netos – todos são colocados na mesma balança, através da liberação seletiva por análise de DNA. A seleção é feita por meio de inscrição voluntária ou por um sorteio impiedoso, onde o DNA de cada membro familiar é analisado para escolher os dois sortudos.
Mas há uma possibilidade macabra. É possível abrir uma vaga extra para a família, mas o preço pode ser deveras alto: uma solicitação de bloqueio de vacinação para alguém de fora do círculo familiar. A pessoa sentenciada não teria direito à vacina, uma provável condenação à morte.
Esta decisão, contudo, não é irrevogável: em até 30 dias, a solicitação pode ser retirada. Assim, os cidadãos vivem em constante paranoia, cientes de sua sentença, mas desconhecendo o autor. E se fosse possível descobrir quem emitiu a sentença e implorar pelo seu cancelamento?
Se, no entanto, a pessoa com solicitação de bloqueio já foi indicada pela sua família, a família que emitiu o bloqueio perde uma de suas preciosas vagas. Cada escolha se torna um jogo macabro de apostas, a moralidade humana colocada à prova.
No meio desse caos, famílias e pessoas vivem dramas e têm suas vidas cruzadas de formas inesperadas. Em um mundo onde a vida é uma moeda de troca, cada escolha ecoa com um peso aterrador.
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