MEU PSICÓLOGO PESSOAL – UM NOVO MÉTODO DE EDUCAÇÃO

Por FELIPE RODRIGUES

Sobre o livro

A alma obtém tudo que conceber “imaginar, idealizar” e realmente desejar. As aspirações das nossas almas, os desejos dos nossos corações não são os sonhos da nossa imaginação. São profecias, predições, precursores de coisas que podem se tornar realidades. Revelam aquilo de que somos capazes.

Dão-nos a medida da elevação do nosso ideal e localizam a esfera da nossa atividade. Tudo o que desejamos com ardor, esforçando-nos por o atingirmos, vem a converter-se em realidade. O nosso ideal é o esboço que antecede a realidade, é a substância das coisas que esperamos.

Sabe o escultor que o seu ideal não é uma fantasia da sua imaginação, porque é antes a profecia e o símbolo do que há de manifestar-se um dia, gravado no mármore. Quando começamos a desejar do fundo da alma qualquer coisa, criamos um laço entre essa coisa e nós mesmos.

Esse laço é tanto mais forte quanto mais ardente for o nosso desejo e mais inteligente for o nosso esforço, para conseguirmos o que anelamos. O que nos prejudica é darmos excessiva importância ao aspecto material da vida, e muito pouco ao ideal.

Devemos aprender a viver mentalmente dentro do ideal que desejamos ver realizado em nós. Se por exemplo, quisermos ficar jovens, devemos viver no estado mental da juventude. Se quisermos ser belos, devemos viver no estado mental que cria a beleza.

A vantagem de vivermos no ideal consiste em desaparecerem todas as imperfeições físicas, mentais e morais.

Não devemos pensar na velhice, porque a velhice é o declinar, é a senilidade “enfraquecimento intelectual e físico devido à velhice,” coisas que não existem no ideal, porque no ideal tudo é jovem e belo; nele não têm lugar a fealdade “qualidade daquele ou daquilo que é feio” nem a decrepitude “extrema velhice.” Por isso o hábito de vivermos no ideal ajuda-nos poderosamente.

O ideal mantém constantemente diante de nós o modelo da perfeição que procuramos. Aumenta-nos a fé na nossa origem divina e na nossa perfeição final, porque nos fornece a visão do que instintivamente sentimos que deve pertencer-nos um dia em qualquer parte.

O hábito de pensarmos e afirmarmos as coisas, como as desejamos ou como elas deveriam ser, e de proclamar que somos capazes de as realizar, não podendo ser privados de bem algum por estarmos unidos Àquele que é o bem perfeito – cria o modelo que em nós há de ser reproduzido pelo processo da vida.

Tenhamos sempre presente no nosso espírito a visão do homem ou da mulher, o ideal que quereremos ser. Creiamos ao mesmo tempo que poderemos sê-lo, e repilamos “expulsemos” de golpe toda a ideia de doença e toda a sugestão de inferioridade.

Nunca nos deixemos esmagar pela consideração da nossa fraqueza, dos nossos defeitos, das nossas faltas. Se com firmeza retivermos o nosso ideal e se lutarmos corajosamente por atingi-lo, seremos poderosamente auxiliados na elevação até esse ideal.

Há uma grande força na crença, mantida com firmeza de que se realizarão as nossas ambições, tornando-se realidades os nossos sonhos.

Não há melhor auxílio do que acreditar que tudo correrá bem e não mal, que triunfaremos em vez de fracassar, e que, apesar de todas as contingências “eventualidades,” havemos de ser felizes.

Nada mais alentador “animador; estimulador; encorajador” do que a atitude otimista que crê sempre no que há de melhor, de mais elevado e feliz, e nunca permite a invasão do pessimismo e do desalento “desânimo.” Creiamos, do fundo da alma, que somos capazes de fazer tudo que é preciso.

Não tenhamos dúvidas a tal respeito. Se alguma dessas dúvidas tentar invadir-nos, expulsemo-la. Mantenhamos sempre bons pensamentos e elevadas ideias, e resolvamo-nos a realiza-los.

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