PAULO E O ABSURDISMO DA MÃO DE DEUS: ”O limite do nosso conhecimento é o absurdo da existência”

Por Felipe Mycael Campos Silva

Sobre o livro

Paulo cresce em um mundo onde a fé não salva — apenas observa. Desde cedo, aprende que Deus não responde; apenas se alimenta da existência que o invoca. Essa descoberta o conduz por um caminho sem retorno: da devoção à rebelião, da obediência à tentativa de confrontar o próprio divino.

Maria, arrancada da inocência, torna-se o corpo sacrificial de uma fé corrompida. Seu ventre é usado como território sagrado, sua dor transformada em liturgia. Entre mundos gélidos, rituais e entidades famintas, ela compreende que os deuses não criam por amor, mas por necessidade.

Entre cidades em ruínas, seitas, impérios religiosos e universos paralelos, Paulo constrói poder em nome da fé — apenas para descobrir que toda tentativa de substituir Deus leva ao mesmo abismo. Criador e criatura, vítima e algoz, ele se torna o espelho do absurdo da existência.

Inspirado no absurdismo de Albert Camus, este livro não promete redenção. Promete lucidez. A consciência de que a pedra sempre cai — e que insistir em empurrá-la pode ser o último gesto verdadeiramente humano.

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