Oligarquia de algoritmos: Dilemas éticos sobre o futuro da nossa espécie
Por Alexandro EnergysSobre o livro
“Pactuar com o diabo” teria sido um título de impacto, mas estaria longe da verdade. Para pactuar, é necessário que exista uma situação prévia de negociação, e não é o caso. Entre os usuários e os algoritmos, há uma margem muito pequena de manobra. Acordar algo concreto, que seja de obrigação mútua e consiga se formalizar para ajuda recíproca, torna-se uma circunstância impossível.
Por enquanto, existem diversas versões de inteligência artificial, cada uma especializada em sua área. Existem as IAs voltadas para a saúde, as especialistas em legislação jurídica, as do âmbito educacional e as relacionadas ao design gráfico, além daquelas silenciadas militarmente, propositalmente distantes da opinião pública.
Existe algo pior do que o globalismo totalitário? Sim.
O poder da tecnologia está sendo usado para oferecer maiores ferramentas de controle a algumas elites, mas, ao mesmo tempo, fornece à própria tecnologia acesso livre a todo o conhecimento acumulado pela humanidade ao longo de sua história.
A oligarquia do algoritmo surge quando o cálculo matemático rápido assume o comando, porque é impossível acompanhar o seu ritmo. São os algoritmos que lideram o desfile dos acontecimentos, uma força de governo superior à ciência política e às finanças, já que a inteligência artificial exerce os comandos de supremacia que, por ora, ainda estão nas mãos de alguns poucos humanos, com mais ego do que alma.
Há algo pior do que uma minoria abusando do restante da população do planeta: a governança de uma superinteligência capaz de destruir a espécie humana.
A “Oligarquia do Algoritmo” é o estudo da moralidade tecnológica que predomina no século XXI. Os códigos viajam através das ondas eletromagnéticas, possuindo um poder incomum, devido a uma influência que afeta os usuários de maneira irreversível, envolvendo homens e mulheres, forçando uns e outros, sem distinção de idade, sexo, nacionalidade ou status social.
A presente obra apresenta dilemas éticos que farão o leitor refletir sobre o futuro de nossa espécie e o papel fundamental que a tecnologia desempenha em nossa evolução. O que acontece quando a inteligência artificial sabe mais sobre você do que você mesmo?
Porém, essa afirmação é equivocada, segundo o autor, já que Alexandro Energys afirma que os algoritmos apenas processam dados: “Jamais conseguirão analisar a energia vital do indivíduo, apenas o rastro que o usuário deixa no ciberespaço”.
Este exemplar se combina com “Mística do Absoluto” e “Tirania Pixelada”, que fornecem a base para o convite “Êxodo Aeona”.
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