Olhos de Serra: Poesia

Por António José Duarte

Sobre o livro

Tratasse a poesia com o tamanho adequado ao entendimento.

Vejamos que o artista é autor de um conflito, rodeado, nos momentos mais determinantes da sua vida; como que, ausente, de corpo presente, onde se vê em aflição maciça, qual lhe impede a libertação Espiritual, sem a orientação segura de indicações, da coordenação e do conhecimento.

Batalha pelo caminho do auto-incentivo, pesquisando ensinamentos de apoio, retirado das experiências da vida; entre o tempo e o vento da memória que lhe estão, como a brisa mais precisa, em confusão de sentimentos vagos, de alegria; onde alivia a tristeza, num misto de fantasia, quase sem pensar, fazendo história diante de si mesmo; de seus olhos nus, ao espelho da Alma, qual contém a fragilidade exposta e lhe aclama a poesia, no seu fazer literário.

( Assim: “Olhos de Serra” tornados poesia.)

– E que mais poderá ser dito quando se fala de poesia? Poesia é poesia; excepto aos entendimentos mais frágeis, opostos, quais se determinem ao desentender da sensibilidade; mas esses não querem sentir a verdade que lhes possa fluir nas artérias, querem sim os mais agrados que lhes encantem o ego.

O melhor mesmo será o paladar delicioso de um romântico Poeta que se alarga e distribui pelas imagens projectadas na memória.

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