O homem que pintava o vazio (A trilogia do ser)

Por Gustavo Domingues

Sobre o livro

Estou escrevendo isso porque precisei sobreviver à minha própria mente. Porque estive em lugares onde a realidade se dobrava sobre si mesma, onde os rostos das pessoas não passavam de máscaras costuradas por algo maior — ou menor — do que podemos entender.

Escrevo porque duvidei do mundo… e ele duvidou de mim de volta. Porque fui engolido por um coma e despertei em mundos que ninguém ousaria sonhar. Fui Nilo num labirinto de símbolos, fui Arthur escrevendo cartas para não enlouquecer, e agora sou apenas… um reflexo que tenta avisar você.

Este livro é uma armadilha e uma chave. Um espelho e uma lâmina. Uma despedida e um nascimento.

Se você seguir lendo, talvez comece a ver além do que os olhos permitem. Mas cuidado: há verdades que queimam. E há sonhos que, quando lembrados, desfazem tudo o que você chama de “vida normal”.

Não estou aqui para te convencer de nada. Só precisava registrar. Deixar isso para alguém. Porque uma hora você também vai sentir… que algo está errado demais com o mundo. E então — talvez — estas páginas façam sentido.

Mas saiba de antemão: se abrir este véu, ele não voltará a fechar. A tinta que mancha estas palavras não seca nunca. E, no fim… pode ser que você perceba que tudo isso era sobre você desde o começo.

A escolha é sua. Mas se decidir continuar… seja bem-vindo ao invisível.

Att, de eu para eu. T.H.

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