Farda, fardão, camisa de dormir

Por Jorge Amado

Sobre o livro

Quando o Estado Novo de Getúlio Vargas ainda flerta com o eixo nazifascista, a morte súbita e prematura do poeta Antônio Bruno abre uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Quem prontamente se candidata é o coronel Sampaio Pereira, chefe da repressão política do regime e simpatizante do nazismo.

Alarmados com a possibilidade de ver um inimigo da cultura ocupar a cadeira do boêmio, sedutor e gaiato Bruno, alguns veteranos acadêmicos articulam a anticandidatura de outro militar, de oposição, o general reformado Waldomiro Moreira.

Segue-se então uma memorável e imprevisível campanha eleitoral na Academia.

Misturando personagens fictícios a figuras históricas, Jorge Amado reconstitui neste romance de maturidade – escrito em 1979, momento declinante de outra ditadura -, o ambiente político e cultural dos tempos do Estado Novo, em especial no Rio de Janeiro.

De vetustos eruditos a operários comunistas, de refinadas damas da sociedade a sórdidos torturadores, os mais variados tipos sociais desfilam por estas páginas, configurando um painel vívido e colorido do Brasil da época. Este e-book não contém as imagens presentes na edição impressa.

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