Sobre o livro
São duas espécies de mundos que vivem, um sobreposto a outro, sem nunca se comunicarem e antes de qualquer interação. Não se trata de um mundo tangível outro intangível, nem de um mundo material e outro etéreo, não!
Trata-se de dois mundos que de verdade existem, com a diferença que seus habitantes convivem num mesmo espaço(?!) Pode parecer confuso, a princípio, a definição, mas, com a elucidação, ficará…
um pouco mais difícil de se entender, pois, como dizia Jesus Cristo (logicamente, de maneira figurada), “não vim trazer a paz, mas, a divisão…”. Muito mais recentemente, esse raciocínio e tema, foi amplamente explicado e difundido, na clara explicação do saudoso “Chacrinha”.
O “velho guerreiro” (como era conhecido o Chacrinha), em sua célebre observação: “eu vim para confundir e não para explicar!” O que ocorre é que existem coisa tão intrinsecamente ligadas e por mais que se tente explicar, mas, confusa elas ficam!
Mundos paralelos é a mais clássica elucidação sobre o que ocorre no seio da população, onde apesar de existir UM MUNDO SÓ, a impressão que se tem, é que existem vários deles! Sim, basta observar os milionários, em que mundo que eles vivem? Os políticos! Os jogadores de futebol! Os padres!
Os pastores! Os bispos! As mulheres! E assim por diante! Apesar de ter visto um documentário fatídico, sobre o fim de mundo, onde os cientistas, eles mesmos, através de inúmeras experimentações, observações, manejos, pesquisas, etc.
Através da observação do derretimento das calotas polares, do super aquecimento global e através, principalmente da aproximação do “planeta azul”, os dados são conflitantes.
Estes dados estão na NASA e não se trata de um planeta semelhante a Terra, é gelo puro, mas, pelo fenômeno, da refração da luz em si, parece mesmo ser de cor azul , as perspectivas para o fim é bastante assustador, para aqueles, que vivem somente para a vida. Ainda assim, este não é o caso!
Na verdade e essa eu não posso ”dar nome aos bois”, o que me inspirou a trazer à tona, semelhante ponto de vista, foi o comportamento bizarro de algumas pessoas. De certa apresentadora de televisão, por exemplo, e outros tantos, não tão televisivos assim, comentando sobre um determinado tema.
Sobremaneira envolvida, que a impressão que dá, simplesmente, é que todo mundo… …Tem uma casa em Miami, outra no melhor estado do Brasil; que todo mundo tem uma Mercedes na Garagem e uma Ferrari na garagem do condomínio internacional.
Ninguém anda de ônibus; não existe fome no Brasil; desigualdade social e logicamente, pelo seu raciocínio, todo político é homem de bem!
Para ela, cabe aquela velha tradução, usada por alguns tradutores de filmes americanos, onde em inconformação, um personagem se dirige a outro em algum determinado momento do filme e lhe admoesta: “ em que mundo você vive, hein?!” Ótima pergunta. Em que mundo você vive, menina?!
Me faz lembrar a observação de uma ex-colega de trabalho, quando me disse certa vez que não acreditava em nada além da matéria!
Eu não quis ofendê-la na ocasião, mas, do fundo do meu coração, na hora eu pensei: “não crê em nada, porque para poder se acreditar em algo além do corpo e da matéria, faz necessário o raciocínio, a perspicácia, a sutileza a observação, para compreender”.
Inquirir e só depois acreditar; não crê em nada porque pelo que consta, nunca passou fome, nunca sofreu ou sofre privações; nunca sentiu frio, nunca sentiu sede; nunca foi abandonada. (…)
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