Os Maias. Com posfácio de José Veríssimo

Por Eça de Queirós

Sobre o livro

“A primeira vez que o vi foi em Lisboa, há justamente vinte anos, no salão do teatro da Trindade, onde se realizava um sarau literário em proveito da família do escritor Santos Nazareth, que, voltando do secretariado da Índia Portuguesa, falecera em viagem, deixando os seus em extrema pobreza.

Apareceu-me Eça de Queirós ao lado de Ramalho Ortigão, como no frontispício das Farpas, alto, esguio, menos magro do que ficaria depois, apuradamente vestido à inglesa, o seu monóculo fixo entre o nariz de águia e o olho bem aberto, penetrante, impondo à minha juvenil admiração matuta, de provinciano brasileiro recém-chegado”.

É assim que José Veríssimo, no seu ensaio sobre Eça de Queirós incluído nesta edição de “Os Maias”, descreve o talvez mais importante representante do realismo literário português.

Publicado pela primeira vez em 1888, mais de uma década depois de “O Crime do Padre Amaro” (1875) e “O Primo Basílio” (1878), “Os Maias” retrata a história de uma família ao longo de três gerações na Lisboa da segunda metade do século XIX.

Segundo José Veríssimo, é “Os Maias” a obra mais representativa da personalidade de artista de Eça de Queirós, sua personalidade “de poeta ao mesmo tempo sentimental e irônico, nervoso e frio, homem de sensações e homem de análise, pintor exato de realidades, e fantasista de alia imaginação”.

Agora em nova edição completa, que reúne os dois volumes da obra, revisados conforme o novo acordo ortográfico e organizados com índice ativo NCX, de fácil navegação entre capítulos e volumes.

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