Cancioneiro da Revolução

Por Luiz Coutinho Dias Filho

Sobre o livro

“A maior sala daquela cadeia assemelhava-se à sala de um liceu: ali moços e velhos com edificante assiduidade consagravam o dia inteiro à aplicação literária; o maior número entregava-se ao estudo das línguas, outros dedicavam-se às Matemáticas e alguns à Filosofia Racional e Moral, mutuamente comunicando uns aos outros os seus conhecimentos.” Assim o padre Francisco Muniz Tavares descreveu a efusão intelectual que se viu nas masmorras baianas onde padeceram os insurgentes da Revolução Republicana de 1817.

Condenados por acalentarem o sonho de liberdade, muitos pagaram com a vida: nove patriotas foram enforcados e depois esquartejados; somando-os aos quatro que tombaram arcabuzados na Bahia, depara-se com o terrificante saldo de 13 mártires executados.

E se um dos sobreviventes tivesse narrado sua sina escrevendo um Cancioneiro da Revolução?

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