Os Devaneios do caminhante solitário

Por Jacques Rousseau

Sobre o livro

Eis-me, portanto, sozinho na terra… Assim começam estes Os devaneios do caminhante solitário. Decepcionado com a forma como era tratado, Rousseau se fecha em si mesmo.

O maior (e talvez o único) prazer que encontra ainda na Terra é caminhar pelos bosques e florestas ao redor de Paris, herborizando e refletindo sobre sua solidão. Em todos os males que nos acontecem, olhamos mais a intenção que o efeito.

Uma telha que cai de um telhado pode nos ferir mais, mas não nos aflige tanto quanto uma pedra lançada propositalmente por uma mão malévola. O golpe erra o alvo algumas vezes mas a intenção nunca o erra.

A dor física é a que menos se sente nos ataques da sorte e quando os infortunados não sabem a quem culpar por suas infelicidades, culpam o destino, que personificam e ao qual atribuem olhos e uma inteligência para atormentá-los propositalmente.

Numa época em que o indivíduo não era definido por sua existência própria, mas através da sociedade em que se inseria, esta investigação que Rousseau realiza de si mesmo criou uma verdadeira revolução. Este livro é a descrição filosófica, num estilo fluente e transbordante, destas caminhadas.

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