A FORMA ELEMENTAR DAS TROCAS EM ARISTÓTELES E MARX

Por Jonas Tadeu Silva Malaco

Sobre o livro

A presença de Marx e Aristóteles no modo de entendermos nossa sociedade, sendo na verdade central, muitas vezes permanece insuspeita por não se caracterizar como sendo deles muito do que ouvimos e mesmo pensamos, e isto em relação a temas cruciais.

Se Malaco está certo em sua análise, Marx acaba por se colocar no mesmo ponto de vista daqueles que diz estar criticando, dando-lhes mesmo mais força.

Talvez surpreenda ver Marx reduzindo a motivação humana ao mero egoísmo ou vê-lo no que seria seu desprezo pelo trabalho, quando talvez se esperasse que o estaria promovendo.

Também a presença de Aristóteles muitas vezes passa despercebida, quer por seu pensamento estar desfigurado nas reduções do lugar-comum, quer por ser deformado nas simplificações das interpretações eruditas, cada qual fazendo uso da autoridade que lhe é atribuída a seu modo.

Em um caso e outro a riqueza contida em suas sintéticas formulações deixou de ser explorada, sendo o que faz Malaco. O diálogo supratemporal entre Aristóteles e Marx foi estabelecido pelo próprio Marx, mas já deformando o pensamento de Aristóteles para seus próprios fins, como demonstra Malaco.

Sua formação marxista e o fato de ser um estudioso dos clássicos fazem de Malaco a pessoa certa para mostrar o que propriamente pensam os dois. Com rigor e com riqueza nas interpretações, sustenta do começo ao fim do seu texto uma postura sempre investigativa.

Destoa do falatório imperante; não dá o que levianamente dizer, mas sim o que pensar. Nem por isso sua leitura deixa de ser fluente.

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