Clemência

Por Yuri pires

Sobre o livro

“E assim digo-te que jamais diga que nada tem importância, significado ou motivo; útil ou inútil são palavras adultas, que carregam tristeza e solidão, nada é inútil como tudo é útil; e a importância não cabe a você vê-la, ela existe para quem a sente, e devemos respeitar isso.

Dou-te minha crença, para que saiba que jamais estará só, pois poucos conseguem acreditar, e quem acredita sente, e quem sente, vive. Olhe bem para o chão, veja seu granulado ou sua grama verde, olhe para o céu ou universo, e veja suas nuvens ou estrelas.

Olhe e veja, pois o mundo é uma grande obra de arte. Dou-te o que me resta, que até eu desconheço por ter esquecido, mas sei que é bom; e viva bastante, o suficiente para desejar essa vida mil vezes; apreciar e agradecer sempre.

Desapareço agora de meu mundo, e a caneta pode então descansar, e a máquina agora pode parar de bater e a poeira pode então, vir; Sim. Ao pó.”

Uma obra sem início e fim, onde escrevo enquanto mexo no que se mantem intocável. Sou o puro som da chuva, como o silêncio que perpetua a noite, sou o pó da existência, como a fatídica respiração do moribundo. E assim ouvirás as vozes que o fragmentam. Sim.

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