Sobre o livro
“Quilombo” traz a escravidão, momento obscuro da nossa história, como fio condutor da trama. Sem a pretensão de criar um relato histórico, o autor se permitiu usar pequenas anacronias que contribuíram para o desenvolvimento da narrativa.
Contada com cores fortes, a trajetória da personagem Eugênia, nem vilã nem heroína, mas fruto de suas experiências no cativeiro, desvela um universo, que ora opõe, ora une negros, indígenas, brancos, homens e mulheres.
Já, a religiosidade africana que perpassa a narrativa, se entrelaça com ritos cristãos e indígenas, criando uma amálgama manifestada tanto nos momentos felizes como nas horas de desalento.
Nesse cenário, a metáfora, a ironia e outros recursos linguísticos dão fluidez ao texto e conduzem o leitor à expectativa do que virá em seguida.
Eugênia, que bem poderia ser a Malinche dos mexicanos, ou outra personagem feminina da história, não é anjo nem demônio, mas alguém em busca de liberdade, do direito de ser humana. Ela se vale dos recursos disponíveis para resistir, sobreviver e ocupar um lugar no mundo.
Irene Barbosa de Moura, Doutora em História, pela PUC-SP
A respeito do livro, foi entrevistado no Programa Universo Mhel Lancerotti, da TV Circuito. Entrevista disponível em (Facebook) e (Youtube).
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