Ramiro e os Possessos do Tempo: A Cripta Velha de Alfama

Por José Eduardo Mateus

Sobre o livro

Um romance de ficção onde António Vieira, as devoções ao Espírito Santo e o associativismo bairrista anarco-cidadanista se mesclam selvagens com Ciências do Passado, reabilitação urbana, neurologia, espiritismo popular e videojogos (tudo isso bem imbuído e embalado por muita Música e Paixão improvável).

Ramiro, jovem arqueólogo Luso-Holandês está de regresso a Lisboa; Vem dar assistência ao mestre Giordano d’Aura que escava o antigo Hospital dos Remédios, em Alfama. O drama desenha-se de imediato: O professor está aparentemente em coma e a escavação atrasadíssima.

Estamos em 2027, numa Lisboa que a crise profunda retomou, após os desaires de 2020 (a pandemia, os colapsos climáticos, os nacionalismos retrógrados).

O jovem hesita em tomar as rédeas do projecto, perante o novo instrumental que desconhece, perante o forçoso assumir da atitude polémica da Escola de Veneza em procurar dialogar (possessivamente) com gentes do passado. O mestre estará em ‘viagem’ pelos tempos da Restauração?

Não será fraude (como afirma a Academia céptica) dado que a Neurologia (que se antecipou) o não consegue reanimar.

Havendo perigo de vida, Ramiro terá que assumir o resgate do mestre; Suscita então a cumplicidade das gentes de Alfama que subversivamente se lançam num enorme esforço de associativismo de economia local paralela, que desafia a Nova-Troika e o governo fantoche.

O mutualismo inspirado pelo Espírito Santo parece emanar vivo pelas entranhas da terra que se vai abrindo pelas Ciências do Passado. Surge por fim a Paixão catalisadora de uma aventura impossível.

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