A Odisseia do Espírito Santo

Por António Breda Carvalho

Sobre o livro

Vencedor do Prémio Literário Carlos de Oliveira atribuído pelo Município de Cantanhede. Em 1758, João Pinto, lavrador letrado e curandeiro de S. Martinho de Vale de Bouro, concelho de Mondim de Basto, viajou para Vilarinho, lugar do mesmo concelho.

Aí, a pedido de um seu moço de lavoura, deslocou-se a casa de Maria José, mulher que dizia estar possuída por um espírito. É este o ponto de partida para a criação de uma heterodoxa congregação do Espírito Santo.

O apostolado do lavrador João Pinto foi protagonista de ações heréticas que abalaram o concelho de Mondim de Basto. Terminou em 1759, com a intervenção do Santo Ofício.

A Odisseia do Espírito Santo foi a obra vencedora do V Prémio Literário Carlos de Oliveira e o júri fundamenta a sua decisão no facto de o livro possuir «um original dispositivo narrativo que faz com que a história seja contada na primeira pessoa alternadamente por todas as personagens, pela capacidade de efabulação e pela riqueza da linguagem, que oscila entre a reconstituição do léxico do século XVIII e o dos nossos dias».

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