O lapso de Shakespeare

Por Arturo Gouveia

Sobre o livro

Livro escrito ao longo de uma década, tem sua elaboração marcada por intervalos assistemáticos, imprevistos, mas que jamais prejudicaram as leituras que foram assimiladas à fatura dos contos.

Um dos autores centrais desse intercâmbio é Jorge Luis Borges, citado no conto “Nota sobre a cegueira borgiana”, um diálogo direto com “A Biblioteca de Babel”, de Ficções.

O livro também se relaciona com A memória de Shakespeare, um outro livro de Borges que, já em seu título, exige apreciação qualificada.

Se o leitor for mais a fundo na leitura, vai compreender que a passagem de “memória” para “lapso” traduz uma inquietação recorrente na poética shakespeariana: a fragilidade da razão humana.

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