Ypiranga 110 anos de história: A trajetória do time Mais Querido da Bahia

Por Adônis Matos

Sobre o livro

O Esporte Clube Ypiranga está presente no imaginário esportivo do baiano. Clube de 110 anos de muita história, títulos e de uma coleção de torcedores ilustres, como: Irmã Dulce, Jorge Amado, Mestre Pastinha, entre muitos outros.

Os primeiros anos, quando Alfredo Dias, conhecido como Branco Alfredo, e seus amigos se reuniram para a formação do time de futebol, esporte que estava em moda do início do século XX, foram um grande desafio. O primeiro capítulo do livro relata essa fase.

O dia 7 de setembro de 1906, data da reunião que deu origem ao clube; seus nomes, cores; os treinos em terrenos baldios, improvisando a bola com diversos instrumentos; a existência da Liga Baiana de Sports Terrestres que restringia a filiação de times populares, principalmente os que tinham negros em seus elencos; a delimitação, pela prefeitura, dos locais para a prática de futebol.

O período entre o fim da década de 1910 até o início de 1950 é tratado no segundo capítulo com delicadeza e respeito aos grandes torcedores Fidélis Veloso e Manoel Henrique.

O texto foi baseado nas entrevistas deles concedidas à Rádio-Esportes no aniversário de 40 anos do clube e também nas matérias de jornais como o Diário de Notícias. Esse capítulo conta “os anos de glórias”, que compreendem o primeiro título baiano em 1917 e o último título aurinegro, em 1951.

Os anos seguintes (1952 a 1989) aparecem nos capítulos três e quatro e são definidos como a fase de decadência que se estende até a derrocada final.

Entre os anos 1952 e 1968 o Ypiranga perde o espaço de principal time do estado, passando a ser figurante das competições. Em 1955 morre Popó, a lenda do clube, jogador que atuava nas mais diversas posições.

O capitulo três traz ainda partidas memoráveis realizadas pelo aurinegro: a vitória sobre o Vasco da Gama em 1960, após o time carioca ter vencido todas as partidas que disputou na sua excursão pelo Nordeste; o amistoso disputado contra o Bahia com a presença de Nilton Santos, jogador da Seleção Brasileira, em 1967.

Mas é neste mesmo ano que tem início a derrocada aurinegra com o rebaixamento da equipe no Campeonato Baiano, algo inimaginável para um time recordista em participações na competição. Nesta época já existia a zona de acesso, mas o Ypiranga só retorna a elite do futebol baiano em 1970.

No campeonato de 1981 ocorre seu segundo rebaixamento. O retorno só viria em 1984, após vencer a segunda divisão estadual de forma invicta. Sem pretensões de títulos, criticado pela mídia, trocado por muitos torcedores, a equipe é rebaixada novamente em 1987, caindo no ostracismo durante toda a década de 1990, conforme é descrito no quinto capítulo.

O clube passa a não disputar campeonatos profissionais e se afoga em dívidas. Elas o levam a perder o seu principal bem imóvel, a Vila Canária, que só voltaria a ser recuperada anos depois.

Emerson Ferretti, ex-jogador do Grêmio, Flamengo, Bahia e Vitória, chega à direção do clube no ano de 2009, após saber da situação em que este se encontrava pelo então presidente Waldemar. Neste mesmo ano torna-se vice-presidente do Ypiranga e também ganha o título de cidadão soteropolitano.

O ex-goleiro de Bahia e Vitória passa a batalhar com outras pessoas para a recuperação do clube. Até este presente ano, 2016, muitos avanços foram feitos para a recuperação das glórias passadas deste clube que completa 110 anos de história.

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