Viola Crioula: Modinhas, lundus e mornas: um conceito de amor na literatura colonial brasileira e cabo–verdiana

Por Fabiana Miraz de Freitas Grecco

Sobre o livro

O livro compara a morna, um gênero poético-musical de Cabo Verde, com a modinha e o lundu, que se firmaram no Brasil no transcorrer do século 18.

O objetivo é delinear o percurso que teria sofrido a morna desde o seu primeiro registro, naquele século, discutindo os possíveis traços em comum entre ela e as cantigas populares brasileiras mencionadas e discutir até que ponto a morna seria o resultado da adaptação do lundu e da modinha brasileiros à sociedade mestiça de Cabo Verde.De acordo com a autora, que baseou parte de sua pesquisa em fontes cabo-verdianas como Vasco Martins, tal fato foi possível devido às relações estreitas entre as então colônias Brasil e Cabo Verde.

Houve, além do tráfico de escravos, muito tráfico cultural.

Este fez circular, entre outros artefatos culturais, diversos tipos de cantares que se difundiram e se enraizaram, passando a fazer parte da vida cotidiana de ambos os países.Citando Martins, a autora destaca que morna e modinha apresentam, em comum, muitos pontos musicológicos, como a harmonia, os acordes e a tonalidade menor e, principalmente, o sentimentalismo amoroso presente no texto poético.

Já o lundu, música nascida na África e com origem no batuque, aportou em Cabo Verde vindo diretamente do Brasil, mas suas influências foram geograficamente mais abrangentes. Levado também para Portugal, o lundu, na modalidade “chorada”, foi uma das fontes do surgimento do fado.

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