O avesso e o direito

Por Albert Camus

Sobre o livro

De um dos mais importantes e representativos autores do século XX e Prêmio Nobel de Literatura.

 Albert Camus tinha apenas 22 anos quando publicou, na Argélia, O avesso e o direito, conjunto de cinco peças que ele classificou como “ensaios literários”.

Já estão ali o estilo poético que é sua marca registrada e a preocupação com alguns temas essenciais, como o amor ao Mediterrâneo, a solidão do homem em meio ao abandono e o absurdo da condição humana.

Francês da Argélia, Camus recebeu a luz do Mediterrâneo como um dom de vida, expressa numa escrita nobre, um pouco à espanhola, mas com registro variado. Mais do que negar Deus, naqueles anos de juventude, desisnteressou-se dele.

Quando amadureceu na reflexão, compreendeu que o homem é o valor capital e relegou Deus às ideias-fábulas dos poetas.

Mais tarde, ao romper com os existencialistas, denunciou os regimes totalitários (sobretudo os de esquerda) e proclamou, no Discurso da Suécia, ao receber o prêmio Nobel, que “o escritor não pode se colocar a serviço daqueles que fazem a História; ele está a serviço daqueles que a sofrem”.

O avesso e o direito é uma leitura fundamental para uma compreensão mais abrangente da vida e da obra de Camus.

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