CANUTAMA: Das origens ao seringal (CANUTAMA: seringal, distrito e vila Livro 1)

Por Jamescley Almeida de Souza

Sobre o livro

Este volume conta a história de Canutama: desde as suas origens, passando pela história do Purus, até à sua como povoado e seringal de Manoel Urbano da Encarnação. Na busca por compreender os primórdios de Canutama, recuo no tempo.

Viajo centenas de anos atrás, época em que o Purus não se chamava Purus, mas Cuxiuara.

O nome provinha da tribo que morava em jangadas às suas margens; todas as outras nações indígenas, sobretudo as do Solimões, quando falavam dessa tribo principal, assim se referiam a esse rio: Cuxiuara (e suas variantes Cuxiguara, Cuchiguará, Cachaguará, Cuchivara ou, ainda, Cuchiuará).

Essa mesma tribo se autoreconheceu, depois, como os Purupurú; e, mais tarde ainda, como os Paumari e também com os Jubery. Como é possível perceber, a história de Canutama se confunde totalmente com as explorações do Purus. Até à segunda metade do século XVII, esse rio era totalmente indígena.

Havendo começado como um seringal, Canutama gerou muito dinheiro aos cofres públicos. O embrião do município parece ter sido o também seringal Arimã, próximo à foz do rio Tapauá. Foi lá que a Paróquia de São João Batista foi originalmente instalada, somente vindo para a sua atual sede em 1897.

Já na época da República, precisamente em 1891, Canutama foi elevada à categoria de Vila, o que a faz completar, neste ano de 2021, 130 anos de idade. Todavia, como seringal, já existia bem há mais tempo.

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