Pânico na Linha do Douro

Por Jorge Durão

Sobre o livro

“- Sim?… Chefe?… Tudo em ordem, os gajos já chegaram – sussurrava para um telemóvel uma figura magra, alta, com cabelo curto e roupas escuras, tendo os seus três colegas se acercado do furgão branco que estacionara por trás do armazém de mercadorias da estação de caminho-de- ferro do Pocinho.

– Sim, já está tudo tratado. O gajo é o encarregado do armazém, é ele que carrega os vagões, é vê-lo brincar com a empilhadora, quando viu a cor do dinheiro até era capaz de despachar a própria mãe… Calma, Chefe! Ainda temos um quarto de hora, enviei-lhe o ficheiro por mail.

O comboio parte à uma e vinte e cinco, chega à Régua às três menos um quarto, onde mudaremos de comboio e assumiremos as nossas posições. A nova composição terá também duas carruagens, ficaremos dois em cada uma… Sim, entendido, depois acerto tudo com eles…

Já, já, o gajo está a fechar as portas da carrinha, o Paulo já foi à máquina comprar os bilhetes e o Rui já está a fazer o pagamento do transporte…” Uma normal viagem de comboio… Um pesadelo ditado por um esquema bem montado.

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