A evolução do Natal: A história do feriado cristão desde o nascimento de Jesus até os dias de hoje

Por Charles River Editors

Sobre o livro

“Desde o início, o domínio da Igreja sobre o Natal foi (e ainda permanece) bastante tênue. Sempre houve pessoas para quem o Natal era uma época de devoção piedosa, ao invés de uma festança, mas essas pessoas eram sempre minoria. Pode não ser exagerado dizer que o Natal sempre foi um feriado extremamente difícil de ser cristianizado. – Stephen Nissenbaum, The Battle for Christimas

O Natal é o feriado mais importante do ano.

Após os dias que exaltam o orgulho nacional de cada país, como o Dia da Independência nos Estados Unidos, o Dia da Vitória na Rússia ou o Dia da Bastilha na França, 25 de dezembro é o dia que estrutura a vida, o trabalho e a economia em grande parte do mundo, incluindo muitos países não cristãos.

Desde os tempos antigos, o início do inverno (no hemisfério norte) tem sido uma ocasião para que a maioria das pessoas coma, beba, dance e se reúna para celebrar e descansar.

Especialmente, desde o Século 20, os dias adjacentes ao feriado tornaram-se uma ocasião para se fazer grandes negócios. A temporada de inverno é o estímulo mais sólido para a economia – mais do que qualquer fardo fiscal – já que as rendas das famílias, gastos, créditos e consumos em todos os setores produtivos aumentam significativamente. Nos Estados Unidos, estima-se que as vendas de Natal gerem US$ 3 trilhões.

Este jubileu de consumo e compra de bens e presentes é acompanhado por uma série de costumes que agradam às crianças: um pinheiro com luzes e ornamentos dentro das casas; canções de Natal; preparações de refeições doces e guloseimas; a figura gordinha do Papai Noel; e, em menor escala, cenas que representam o nascimento de Jesus.

Cada país também preserva tradições únicas altamente valorizadas entre sua própria população. Na Rússia, as pessoas cozinham 12 pratos em homenagem aos 12 apóstolos, depois voltam à Igreja para uma vigília que dura a noite toda. Na Estônia, as crianças devem cantar antes de receber presentes.

No México, grupos de pessoas vagam de porta em porta cantando a história de José e Maria sobre quando procuravam um lugar para ficar, e dentro da casa que os recebe, quebram piñatas cheias de doces.

Nos Estados Unidos, as ruas são decoradas com luzes coloridas, e coros de crianças cantam canções ao lado de enormes pinheiros. Na Índia, mesmo com sua minoria cristã, as pessoas chamam o Natal de “o grande dia” e o celebram plantando árvores. O feriado também anima debate.

Para os interessados em história, também é a época dos documentários televisivos onde os chamados especialistas repetem o discurso desgastado de que a Igreja deliberadamente “roubou” a data do Natal de uma celebração pagã, a Saturnália, ou Sol Invictus, o deus solar do Império Romano.

Outros dirão que o Papai Noel é um legado da mitologia nórdica relacionado à jornada de Odin pelos céus, e que a estrela de Belém poderia ter sido uma espetacular conjunção planetária ocorrida em 7 a.C.

Para os neo-ateus autodenominados, é hora de oferecer entrevistas em grandes redes televisivas e declarar que tudo é uma farsa, e que a história do nascimento de Jesus é um mito copiado da história do deus Mitra.

A celebração não passa despercebida a ninguém, fazendo do Natal, sem dúvida, o único feriado que, para melhor ou para pior, une todo o planeta.

Como as coisas progrediram daquela história bíblica, com uma garota judia dando à luz o Messias de Israel em uma manjedoura na cidade de Belém, para o colosso moderno que é o feriado do Natal?

Como o Papai Noel, a árvore de Natal, os trenós de neve, os presentes e as reuniões familiares se tornaram traços distintivos do feriado se nenhum deles esteve lá no começo?

As respostas podem ser atribuídas a uma cadeia de eventos, personagens, tradições orais, obras artísticas e uma assimilação do folclore local (especialmente germânico) que se uniram para criar o Natal como o mundo agora o conhece.

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