A Empresa Mundial S/A e o modelo de governança jurídica no pós–Bretton Woods (Investigações sobre a biopolítica Livro 1)

Por Rogério Mattos

Sobre o livro

A medicina moderna, segundo Foucault, é menos um lugar onde se explora a individualidade do paciente, a relação do médico com o doente, do que uma medicina social, focada primeiramente, no séc.

XIX, no controle dos corpos e, com a instituição da psicanálise, do controle interno da família, da disposição dos quartos, da relação entre familiares, etc.

Tudo isso adquire ares de ficção científica quando a eugenia se transforma em biopolítica, em controle menos dos corpos mas da produção humana, do individuo visto como uma “unidade-empresa”, de um capital humano em que “a competência-máquina de que ele é a renda não pode ser dissociada do indivíduo humano que é seu portador”.

Chegamos aqui ao mundo da desregulação financeira, do sistema pós-Bretton Woods, do estabelecimento do sistema da dívida nos países do ainda chamado terceiro mundo. É o prelúdio para o advento do Assassino Econômico.

Como a biopolítica, que substitui a forma particular da eugenia, assim como a ainda necessidade de parte do controle do Estado sobre os corpos por um meio legal suficiente, onde essas “unidades-empresas”, humanas, pudessem trabalhar dentro de um marco amplo de liberalização de mercado, se constituiu como o substituto perfeito do Estado nazista, derrotado na Alemanha, mas que, através da Escola de Frankfurt, dos economistas de Viena, na revista Ordo, são responsáveis hoje pelo liberal-fascismo em escala global.

Ensaio como pequena introdução à investigações mais amplas sobre o conceito e biopolítica em Michel Foucault.

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