Sobre o livro
O meu amigo Jacintho nasceu n’um palacio, com cento e nove contos de renda em terras de semeadura, de vinhedo, de cortiça e d’olival.
No Alemtejo, pela Extremadura, atravez das duas Beiras, densas sebes ondulando por collina e valle, muros altos de boa pedra, ribeiras, estradas, delimitavam os campos d’esta velha familia agricola que já entulhava grão e plantava cepa em tempos d’el-rei D. Diniz.
A sua quinta e casa senhorial de Tormes, no Baixo Douro, cobriam uma serra. Entre o Tua e o Tinhela, por cinco fartas legoas, todo o torrão lhe pagava fôro. E cerrados pinheiraes seus negrejavam desde Arga até ao mar d’Ancora.
Mas o palacio onde Jacintho nascêra, e onde sempre habitára, era em Paris, nos Campos Elyseos, n.º 202. Seu avô, aquelle gordissimo e riquissimo Jacintho a quem chamavam em Lisboa o D.
Galião, descendo uma tarde pela travessa da Trabuqueta, rente d’um muro de quintal que uma parreira toldava, escorregou n’uma casca de laranja e desabou no lagedo.
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