1918 – A Gripe Espanhola: Os Dias Malditos

Por João Paulo Martino

Sobre o livro

Segundo a sabedoria popular, a última dor é sempre a mais forte. Se você perguntar a alguém, que recentemente teve uma terrível dor de dente ou uma enxaqueca daquelas, qual a pior dor que sentira na vida, a pessoa responderá que a pior dor é a dor de dente ou a dor de cabeça.

O homem sempre acredita que o último mal por que passa é o pior. Será? Com a História, ocorre mais ou menos a mesma coisa. Sempre achamos que a nossa época é a pior, a mais pavorosa, a mais sofrida. Mas a realidade, muitas vezes, é outra. O ano de 1918 foi terrível.

As dificuldades que o mundo, o Brasil e, particularmente, o Estado de São Paulo passaram pareciam insuperáveis. Neste ano em São Paulo, tivemos uma praga de Lagarta Rosa, outra de gafanhotos e um inverno rigoroso, onde as geadas destruíram a produção agrícola, sobretudo, o café.

Por fim, tivemos a Gripe Espanhola. Pouco conhecida e estudada nos dias de hoje, a crise de gripe de 1918 deixou milhões de mortos no mundo e dezenas de milhares no Brasil. Só na capital de São Paulo, os números superaram a casa de cinco mil mortos em pouco mais de um mês.

Tão terrível foi o flagelo que aqueles dias ficaram conhecido como os dias malditos. Neste pequeno livro, o autor procura apresentar um pequeno panorama sobre a gripe espanhola na cidade de São Paulo.

Trata-se apenas de uma breve introdução que, certamente, irá despertar no leitor o interesse de se aprofundar mais no assunto.

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