Doença de Chagas, doença do Brasil: ciência, saúde e nação, 1909 – 1962
Por Simone Petraglia KropfSobre o livro
Ainda hoje estima-se que na América Latina aproximadamente 13 milhões de pessoas desconheçam estarem infectadas e sobrevivendo com o vetor da doença de Chagas, de acordo com a ONG Médicos Sem Fronteiras.
Embora o Brasil tenha sido considerado livre da transmissão pela principal espécie de vetor em 2006, pela OMS, é importante que novas gerações de estudantes das áreas da saúde coletiva possam conhecer o processo histórico e o percurso pelo qual a descoberta científica pôde ser identificada, reconhecida e legitimada pela comunidade médico-científica como ‘doença’.
O livro em questão analisa o processo de transformação da doença de Chagas em ‘doença’ e reconstrói a trajetória de Carlos Chagas e seus estudos sobre a enfermidade.
Tem por objetivo, nas palavras da autora, “refletir sobre a dimensão histórica e social desse processo, no qual este fato científico foi sendo produzido e validado em estreita relação com vários grupos e esferas da vida social brasileira”.
A obra conjuga história social da medicina, história social da ciência e do pensamento social brasileiro, uma vez que a própria caracterização da doença de Chagas foi, ao longo de boa parte do século XX, associada à imagem do Brasil.
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