A mulher e a medicina nos anos dourados

Por Carmen Baptista

Sobre o livro

A narrativa se dá desde meu nascimento em 1939 filha de pai português e mãe brasileira filha de italianos que vieram fazer a América no início do século, passando por minha educação escolar na infância e adolescência rememorando a educação cívica e cultural com ilustrações do material didático da época e a importância dos professores no crescimento da cidadania e das escolhas por seu futuro, até chegar a Faculdade Nacional de Medicina.

Com a aprovação universitária, conta a diferença entre o trote das calouras e o relacionamento com os veteranos, e amizade existente entre os colegas do sexo feminino e masculino em supremacia masculina.

Historicamente a tentativa de demonstrar o momento em que a mulher passa a ter um lugar como profissional e meu crescimento através do desempenho como aluna e colaboradora em trabalhos científicos e de tese da cátedra de farmacologia até chegar ao regime militar em 1964 e minha formatura em 1965 ano do quarto centenário do Rio de Janeiro seguindo sempre um caminho que dialoguei com minha mãe ainda criança, ser médica, não casar e ser independente para não aceitar a supremacia do chefe da família.

Como profissional descrevo uma trajetória de 30 anos de trabalho contínuo para o aperfeiçoamento de jovens médicos, como preceptora de residentes e co-responsável de vários Centros de Ensino e Treinamento em Anestesiologia desde o Hospital Pedro Ernesto.

Em 1988 credenciei e me tornei responsável pelo Centro de Ensino e treinamento do Servidores do Estado recredenciando também a da residência em anestesiologia deste hospital.

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