Aspectos e Relevância da Tradução da Bíblia

Por Fernando Peixoto

Sobre o livro

O livro Aspectos e Relevância da Tradução da Bíblia, é uma ferramenta para despertar cristãos latinos para a tarefa inacabada. Muitas igrejas estão falando sobre missões e até mesmo planejando enviar seus missionários, mas por outro lado, há pessoas que não têm ideia do que fazer ao chegar ao campo.

Neste livro, é apresentada a tarefa da Tradução da Bíblia, mas de maneira jamais apresentada nas igrejas ou agencias missionarias brasileiras. Com esse livro, quero quebrar o mito de que para fazer parte de um trabalho de tradução precisa ser um gênio poliglota, quero mostrar que todos se encaixam na tarefa de tradução da Bíblia e principalmente explicar o que é tradução da Bíblia e como a mesma se encaixa na missão de Deus.

No livro são apresentadas diversas bases bíblicas para a tradução, são dados exemplos de sucessos missionários devido a tradução da Bíblia e ao mesmo tempo o fracasso quando a tradução foi ignorada.

Outro diferencial deste livro, é que todo o romantismo é tirado da tarefa de tradução da Bíblia. Sempre que se fala de traduzir a Bíblia, logo falamos da “língua do coração,” mas esse seria um termo totalmente equivocado e confuso.

Quando usamos esse termo ou razão para traduzir, demostramos que não temos conhecimento da real necessidade da tradução em outras culturas, e o que acabamos fazendo, é a importação de um produto desnecessário.

Não digo que a Bíblia seja um produto e muito menos desnecessário, mas se o tradutor não souber da verdadeira necessidade antes de traduzir, o projeto de tradução não será bem aplicado. Deixe-me explicar melhor.

Língua do coração é um termo popular usado no meio missionário transcultural, para referir-se a língua que melhor comunica as emoções de um indivíduo. Essa função afetiva da língua foi reconhecida por muitos linguistas por muito tempo como uma das várias funções que a língua (idioma) pode ter.

Entretanto, usar o termo língua do coração para referir a função afetiva da língua pode causar problemas, é errôneo, ou até mesmo pode ser levado com outras implicações e/ou expectativas.

Neste livro irei explicar que: A “língua do coração” nem sempre é a língua herdada. A “língua do coração” nem sempre é a primeira língua (língua materna) A “língua do coração” nem sempre é a língua de referência, ou seja, a língua usada para comunicar com mais clareza. A “língua do coração” nem sempre é sempre associada com a informalidade. E finalmente A “língua do coração” nem sempre é a melhor opção para se traduzir a Bíblia.

Essas são questões não discutidas em escolas missionárias e cursos no Brasil pois as pessoas que “lideram o mercado” são totalmente de uma corrente tradicional, que não querem parar para pensar por um momento que o mundo está mudando, e infelizmente, nos arraigamos nessa visão romantizada da tradução da Bíblia, ao ponte de esquecermos de simplesmente perguntarmos ao povo alvo se eles querem ou não receber a Bíblia na língua deles, a resposta pode ser não, pois eles sente mais confortável lendo a Bíblia em outra língua.

Nós esquecemos de que somos enviados para glorificar a Deus e servir o povo, e acabamos sendo levados a terminar um produto, entregarmos para o povo e voltarmos para nossas casas, e mal sabemos que esse produto final será comido por cupim, pois pro povo, ler a Bíblia na “língua do coração” não faz sentido.

Isso é resumidamente o que o livro trata, e o intuito principal, é despertar jovens para o trabalho de tradução já sabendo a realidade e principalmente o que fazer no campo caso a tradução não der certo.

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