A margem e o tempo: Subjetividade, universalidade e ficção no Amazonas

Por Victor Leandro da Silva

Sobre o livro

Resultado de intensa pesquisa e de uma postura inquieta e questionadora frente a categorias frequentemente naturalizadas, o autor nos apresenta um instigante texto, em cujo cerne está a problematização de um fenômeno de origens remotas e ainda assim extremamente atuante até os dias de hoje: certa geopolítica literária (e poderíamos dizer cultural) que tem hierarquizado os lugares do sistema literário mundial.

Trocando em miúdos, este livro interroga a validade do binômio antitético universalidade-regionalismo, fundamentando-se solidamente no pensamento filosófico de Paul Ricouer, entre outros.

Como perspectiva de base literária, ou ponto de saída e chegada, Victor Leandro discute, nessa conjuntura crítico-teórica, a produção ficcional amazonense a partir de três obras cujas diferenças individuais entre si potencializam o debate proposto pelo autor deste volume.

São elas: Beiradão, Galvez, Imperador do Acre e Relato de um certo oriente. O leitor ciente das diferenças e até divergências dessas obras será aquele que primeiro compreenderá o traçado agudo e provocador escolhido por Victor Leandro nesta reflexão. (Prof. Dr. Allison Leão)

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