Novos Pareceres

Por Luiz Gastão Paes de Barros Leães

Sobre o livro

O parecer, a meio caminho entre a peça forense e o trabalho de doutrina, revela com rara oportunidade esse caráter dialético da experiência jurídica, de permanente interação entre a teoria e a práxis. Daí a sua longa tradição.

No Direito romano, os pareceres – os responsa prudentium – chegaram até a constituir fonte de Direito, e os seus autores, conditoris iuris.

Hoje, reduzido ao seu tamanho ordinário, esse exercício intelectual almeja mostrar sempre quão estéril é a técnica jurídica quando não serve para revelar a experiência conjugando fato, norma e solução, numa equação logica. Já publiquei três livros de pareceres. Em 1976, pela J.

Bushatsky, Direito Comercial: Textos e Pretextos; em 1989, pela viva do Direito. De onde a sua estrutura sempre tridimensional, RT, Estudos e Pareceres sobre Sociedades Anônimas; em 2004, pela Editora Singular, Pareceres, em dois volumes.

Agora volto a publicar pela última editora uma nova série de pareceres.

Quanto ao título, oscilei entre apenas “Novos Pareceres”, mais sóbrio – e que viria prevalecer – e o título mais excêntrico de “Novos e Novíssimos Pareceres”, inspirado no título que encontrei numa antologia de poetas portugueses e nos títulos dados por Orlando Gomes aos sucessivos repertórios de pareceres que publicou: “Questões de Direito Civil (1974), “Novíssimas Questões de Direito Civil” (1984) e “Questões mais recentes de Direito Privado”.

(1988). A utilização, na composição da capa, de um estudo feito há anos por nós é de responsabilidade exclusiva do editor, que viu no auto-retrato de um pintor amador traços que justificariam a sua reprodução neste livro.

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