Argumentação é guerra: a metáfora no discurso jurídico

Por Roberta C. Santos

Sobre o livro

O instrumento de trabalho do operador do Direito é a palavra. Palavra essa, escrita e falada em nível culto, claro, preciso, conciso, harmônico e estético, devendo o seu operador demonstrar capacidade para se expressar com grau de formalidade adequado ao assunto e a seu interlocutor.

Uma característica marcante da argumentação jurídica é o seu caráter altamente persuasivo. É por meio da linguagem, na relação do contraditório, que o profissional do Direito interage com o outro na tentativa de convencê-lo de uma tese, ou seja, a linguagem jurídica é revestida de intencionalidade.

Posto isso, justifica-se a busca, por parte do profissional do Direito, de uma melhor elaboração de seu discurso com vistas a torná-lo mais persuasivo e atrativo. Nesse contexto, vale ressaltar o papel da metáfora, dada a sua função persuasiva.

Com efeito, a metáfora determina não só uma forma de expressar o real, mas também, de construí-lo, algo indispensável para quem busca – como no Direito – a verossimilhança muito mais do que a verdade real.

Dessa forma, ao dominar esse conhecimento, o operador do Direito pode fazer uso da linguagem de forma a direcionar a compreensão de seu interlocutor da maneira que melhor lhe convier, focalizando determinados aspectos e impedindo que outros, inconsistentes com a metáfora proposta, sejam considerados.

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