Sobre o livro
Um dia, remexendo meu baú de publicações, reencontrei “Sapatos de capim”, numa página inteira de jornal [1973]. Havia me esquecido do conto. Reli e gostei, e voltei a publicá-lo.
Escrevi diversos contos natalinos, fora do modelo mercantilista, onde o leitor se depara com o realismo, o fantástico, as angústias e esperanças do homem. Confesso que não gosto do uso mercantilista que se faz do Natal. São contos impactantes, sem piegas, onde Deus e os homens parecem desnudados.
As personagens são comuns, transitam pelas ruas e esquinas, propriedades rurais, e todas estão à procura do Bem, dispostas a enfrentar o Mal com todas as suas forças. Enfim, são de carne o osso. Mas esperançosas. Não fomentam ilusões e cheiram a suor, terra, tempo.
Já disse Horácio: “A duração de nossa vida proíbe-nos de alimentar uma esperança longa”. Vejo o Natal como esperança, a razão de viver e morrer. No fundo, a melhor coisa da vida.
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