Sobre o livro
O objetivo desta obra é analisar as atividades de logística reversa na gestão de resíduos sólidos entre as empresas usuárias de computadores e que estão se adequando às leis na esfera municipal, estadual e federal do Brasil que tratam sobre a correta destinação de produtos pós-consumo.
Esse conteúdo começou a ser desenvolvido com o método da pesquisa exploratória, visando uma compreensão melhor da logística reversa, das questões relacionadas ao gerenciamento dos resíduos sólidos e do perfil do setor de microcomputadores, por meio da pesquisa bibliográfica e documental.
Para entendimento do gerenciamento de resíduos sólidos na cadeia logística de microcomputadores, foi realizada a pesquisa quantitativa por meio da aplicação de questionários às empresas que utilizam microcomputadores e realizam substituição e ampliação de forma regular.
Buscou-se analisar as práticas de logística reversa e gestão de resíduos sólidos de empresas usuárias de microcomputadores.
Verificou-se que a gestão integrada de resíduos sólidos de microcomputadores pós-consumo será controlada pela Política Nacional de Resíduos Sólido e pelas demais leis estaduais e municipais.
Na análise, procurou-se verificar a prática da logística reversa de microcomputadores pós-consumo sob a visão dos diversos níveis de gerenciamento dos resíduos sólidos, verificando a redução do consumo, a reutilização, a reforma, a reciclagem e a disposição em aterros.
Como conclusão, verificou-se que utilização de novas tecnologias, como a virtualização, resultam em menor índice de substituição de equipamentos.
Os resultados mostram que as organizações não recebem corretamente as informações necessárias para se adequar às leis e normas que tratam sobre a disposição final e tampouco orientações sobre como participar dos programas de logística reversa.
Tais fatores contribuem para disseminar a descrença de que as fiscalizações poderão impedir a disposição incorreta dos microcomputadores.
Com relação à reutilização, constatou-se que as organizações possuem uma tendência de reutilizar internamente componentes e equipamentos e de realizar atualização tecnológica (upgrade), mas ainda há certa dificuldade em promover uma reutilização externa.
Com relação à reciclagem, mostrou-se que os recicladores no Brasil aproveitam apenas uma parte dos materiais existentes dos conjuntos de microcomputadores e que as reciclagens de placas eletrônicas, que exigem maior complexidade, são encaminhadas para as empresas no exterior.
Com relação à logística reversa, os resultados demostram que os canais reversos para o destino final de microcomputadores estão melhor estruturados nas empresas de médio e grande porte.
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