Os folheiros do jaborandi: Organização, parcerias e seu lugar no extrativismo amazônico

Por Fabiano Gumier Costa

Sobre o livro

O uso das folhas de jaborandi pelos indígenas é secular e foi incorporado no tratamento de glaucoma a partir de 1876.

A coleta expedicionária predatória da planta permitiu a consolidação de uma poderosa multinacional farmacêutica, com tentativas de plantio e do desenvolvimento de substitutos sintéticos.

Essas duas vertentes tecnológicas, visando à substituição da coleta extrativa, obtiveram sucesso, ainda que parcial.

Durante a década de 1990, com os novos ventos do ambientalismo, com a domesticação e o desenvolvimento de substitutos sintéticos ainda em processo de avanço, reacendeu-se a importância de se aproveitarem os estoques remanescentes de jaborandi através do manejo e da parceria com os coletores.

Há um frágil equilíbrio no contexto de longo prazo. Mudanças no cenário econômico e social, o avanço no processo da domesticação e de substitutos sintéticos e/ou naturais podem desestabilizar a economia extrativista de jaborandi.

A partir de uma análise integradora, este livro traz um grande recado para sair do discurso abstrato da biodiversidade amazônica que perdura até o momento. Também se evidencia que cada produto extrativo apresenta uma peculiaridade e exige tratamento diferenciado. (Alfredo Homma)

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