Sobre o livro
Não é, este livro, um registro histórico propriamente dito, mas de uma narrativa em que se pretende mostrar como nasceu a São Francisco e a epopeia do povo ribeirinho a partir de acontecimentos remotos.
Assim, é preciso saber como aqui se implantou a civilização, situando São Francisco no contexto de civilização.
No caso, a narrativa volta à queda do feudalismo e ao surgimento do mercantilismo; a formação de Portugal como reino, que dependia de riquezas para se manter e desenvolver e, assim, por contingências imediatas, atirar-se ao mar em busca de necessárias riquezas – especiarias e metais.
Resultou no descobrimento do Brasil e pouco depois, na descoberta do Rio São Francisco – e no seu caminho, São Francisco. O rio foi o caminho e no ir e vir de embarcações. Observou Geraldo Rocha, que ele é “Fator preponderante da existência do Brasil”.
Fato também observado por Euclides da Cunha e Vicente Licínio Cardoso – sem o Rio São Francisco o Brasil não existiria como tal, seria repartida a Colônia como as Colônias espanholas. Extensos canaviais e usinas de açúcar ocuparam terras nordestinas e, em decorrência a criação de bois.
Pastagens não poderiam ocupar as áreas dos canaviais. Estendeu-se às margens do Rio São Francisco a atividade pastoril, a lenta ocupação do São Francisco com os homens acompanhando os bois.
O rio, por excelência e segurança de navegação, transformou-se no caminho ligando as regiões do Sul ao Norte do Brasil. Surgiram as embarcações que transportando ouro e víveres, o que deu margem à pirataria – índios e bandidos que saqueavam as embarcações.
Para monitorar as ações da pirataria foram montados dois postos de vigia no rio: Pedras de Cima e Pedras de Baixo, isto no limiar de 1700.
O posto de Pedra de Cima foi plantado por Domingos do Prado e Oliveira, sobrinho do bandeirante Matias Cardoso fundador do primeiro povoado nas margens do Rio São Francisco.
O Rio São Francisco, o posto de atalaia, combate aos índios guaíbas e tapiraçabas, antecederam a criação de São Francisco em 1877.
Chegaram os vapores navegando no rio trazendo à nova cidade famílias e mais famílias de nordestinos todos, depois, escrevendo a sua própria história, o que é contam neste livro por cem famílias entrevistadas.
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