O Ocidente no Horizonte: Política Externa brasileira no contexto da Guerra Fria

Por Leslie Hein

Sobre o livro

O centro de interesse desta pesquisa é a análise das interpretações da Guerra Fria, no início da década de 60, construídas pelos formuladores da Política Externa Independente: Jânio Quadros, Afonso Arinos de Melo Franco, San Tiago Dantas e João Augusto de Araújo Castro.

Durante seu período de vigência (1961-1964), o Brasil diferenciou sua atitude em relação ao pólo hegemônico ocidental, no sentido de ampliar contatos políticos e econômicos.

O estudo concentra-se na produção desses intelectuais-políticos, no que concerne à justificação da política, frente à polarização do sistema internacional.

Postulamos que as formulações, os projetos de política externa, são orientadas num sistema condicionado pela lógica do embate bipolar e num contexto interno determinado pelo anticomunismo.

A qualificação da política externa brasileira frente à atitude ocidental foi continuamente obrigada a se justificar frente a este contexto adverso.

Consideramos que as posições da doutrina externa não foram construídas de forma isolada, mas se inseriram nas tradições e posições estabelecidas no meio político brasileiro, as quais intervêm no processo decisório, e que os principais focos de atuação da proposta autonomista sob a vigência da Guerra Fria voltavam-se ao posicionamento do Brasil como mediador no conflito bipolar, à noção do desenvolvimento como segurança econômica e à inserção dos países subdesenvolvidos no âmbito dos organismos multilaterais de negociação.

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