O Anexador do Brasil: Percival Farquhar: entre nacionalistas e oligarcas (1898–1952)
Por Martinho MilaniSobre o livro
Este livro procurou retratar o período da República Velha entre 1898 e1931.
Entender o papel da dependência econômica do Brasil para com um produto: ocafé; e os constantes endividamentos realizados pela nação para cobrir os constantesrombos orçamentários.Deu-se atenção especial aos empréstimos tomados com instituiçõesestrangeiras, em especial europeias, os denominados funding loans ( 1898, 1914, 1931).Tais condições econômico-financeiras foram combatidas com as políticasrecessivas da corrente Metalista.
Saneado o país, novos períodos Papelistas seinstalavam na economia, metaforicamente como o mito de Sísifo.Nesses ciclos intermináveis, o Brasil passava por profundas transformaçõessocioeconômicas decorrentes da adoção do regime republicano, da abolição daescravidão e da industrialização e urbanização crescentes.Foi nesse contexto que um empresário norte-americano, Percival Farquhartornou-se um dos maiores empresários da história do Brasil.
Construiu um imensoimpério industrial em atividades como ferrovias, portos, serrarias, frigoríficos e hotéis( entre outras).
Não sem sofrer profunda oposição de nacionalistas e agraristas.Procurou-se por último, demonstrar por meio dos relatórios do ministério daFazenda entre 1898 e 1915 que, ao contrário do pretendido, foram as políticasMetalistas uma das grandes responsáveis pela industrialização do Brasil.
Contra aprópria vontade de seus ideólogos.Num Brasil em convulsão e transformação completa as classes dominantes seacomodam em velhos estofados, trocando apenas o couro embrutecido pelo tempo.
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