Maranhão: de Província mais Rica a Estado mais Miserável. Afinal, o que deu tão errado? O que o Brasil pode aprender com isso?

Por Claudiomar Matias Rolim Filho

Sobre o livro

Atualmente, o Maranhão é um dos Estados mais pobres e com pior IDH da Federação com quase 20% de sua população ainda analfabeta (assim como o Congo, país assolado por guerras, genocídios e epidemias).

Porém, um rápido passeio pelo centro histórico de São Luís, com seus casarões majestosos e adornados com luxuosos azulejos, denuncia a grandeza de um passado colonial recente de riqueza e prosperidade.

Este livro faz um estudo de caso com o Maranhão para analisar e explicar como uma região que já teve a maior renda per capita do país (o dobro do Brasil e semelhante à dos EUA), celeiro de letrados como Gonçalves Dias e Aluísio de Azevedo (período em que se originou o dizer “Maranhão tem o Português mais bem falado do Brasil”), pôde se tornar o estado mais miserável, em um período de apenas cem anos (!!!).

Uma região onde João do Vale dizia “ter muita coisa engraçada, mas o que tem mais é muito sacrifício pra gente viver”.

Para isso analisa os impactos causados pelas oportunidades e crises externas frente a produção do algodão (a guerra de Independência dos Estados Unidos, Guerra de Secessão, Primeira Guerra Mundial…), a maior riqueza do estado durante sua prosperidade.

Atribui-se a Simon Kuznets o axioma de que em matéria de desenvolvimento existem quatro tipos de países 1) Os que se desenvolveram; 2) Os que não se desenvolveram; 3) O Japão 4) A Argentina.

Parafraseando-o, ao estudar a história econômica brasileira, pode-se dizer que no Brasil existem quatro tipos de Estados: 1) os que se desenvolveram, 2) os que não se desenvolveram, 3) São Paulo e 4) o Maranhão.

Com isso, o livro também faz uma comparação do sucesso do modelo industrial pós-café em São Paulo e o fracasso do modelo industrial pós-algodão no Maranhão.

Pretende abrir um debate sobre o papel da política estatal, fatores externos e ciclos de prosperidade para o desenvolvimento ou não de uma região ou de um ciclo produtivo virtuoso e sustentável. O que fez um estado rico e industrial e o outro pobre e atrasado e o que o Brasil pode aprender com isso.

Então, o que será que deu tão errado?

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