Literatura de Resistência: Trovador Cáustico

Por Renato Zanata Arnos

Sobre o livro

Renato Zanata Arnos, niteroiense, formado em História, jornalista por legitimidade, respeito à profissão, e escritor em construção.

Além de ter lecionado por 20 anos em escolas/empresas dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Maricá e Itaboaraí, foi comentarista na TV Esporte Interativo, na Rádio Fluminense, AM 540 e, blogueiro no portal GloboEsporte.com.

E, também, administra os blogs pessoais, “Nanquim Maldito” e “Resenha Tática”.

Obras já publicadas: Autor da biografia, “Adílio, Camisa 8 da Nação” – iVentura editora; Coautor de “Sarriá 82, o que faltou ao futebol-arte?” – Maquinaria editora; Coautor de “América, Terreirão do Galo” – Análise Tática do Campeão da Libertadores 2013 – Multifoco editora; e coautor da biografia, “Carlinhos Violino, Um Maestro na meia cancha Rubro-Negra” – iVentura editora.

Esta publicação reúne uma coletânea de textos (21) produzidos pelo autor, desde os anos 90.

Desabafos políticos sobre corrupção, indústria das desigualdades sociais, violência rural e urbana, politicagem, hipocrisia, impunidade e indignação seletiva, ao longo do “cata, cata” que segue constru(ru)indo nossa Republiqueta.

Zanata, 51, aborda o Racismo; o massacre de Eldorado dos Carajás; atentados terroristas na casa do Tio inSAMno; os 500 ônus do Brasil; e as arbitrariedades cometidas por novos meganhas, que através das chamadas “Armas de Baixa Letalidade” – produzidas e vendidas pelo “Magnata Dos Gases” – feriram, mutilaram e interromperam vidas, em avenidas e ruas do país, destacadamente, durante as manifestações democráticas ocorridas entre 2013 e 2017.

O Trovador Cáustico? Personalidade questionadora, encaradora. Militante das indagações e reflexões de trincheira. Portador de rimas de guerrilha e de humor ácido. Descreve a sociedade que o deformou, que repudia, confronta, nega. A mesma que acredita, via desabafos lúcidos, literários, poder minimizar os estragos por ela produzidos.

Abrindo a obra, uma homenagem ao raçudo e perene, Carlos Marighella. Em seguida, estampo uma reportagem sobre os laços palacianos da CONDOR, indústria que impera na produção e venda das chamadas “armas não letais”, uma definição convenientemente superestimada. Uma empresa que goza de ótimo trânsito e privilegiados assentos em várias Cortes.

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