História sociopolítica da língua portuguesa (Educação linguística Livro 13)

Por Carlos Alberto Faraco

Sobre o livro

São muitas as perspectivas pelas quais se pode investigar a história de uma língua. A mais comum tem sido a que procura descrever as mudanças dos diversos subsistemas que compõem sua organização estrutural — sua fonologia, sua sintaxe, sua morfossintaxe e seu léxico.

Esse tipo de estudo histórico-linguístico costuma ser designado de história interna. Não é disso que tratamos neste livro.

Aqui, exploramos outro tipo possível de abordagem histórica: preocupou-nos observar como a variedade linguística românica que emergiu do latim falado no noroeste da Península Ibérica — área que compreende hoje aproximadamente os territórios da Galiza e do norte de Portugal — se expandiu para o sul, ocupando toda a faixa ocidental da Península; e, posteriormente, na esteira da expansão marítima e do colonialismo português, deixou as fronteiras europeias, instalando-se na Ásia, na África e na América, e é hoje uma língua internacional.

Que circunstâncias históricas favoreceram essa sucessiva expansão e que consequências sociopolíticas advieram delas? Como essa língua se tornou objeto de discursos (proféticos, inclusive) e que narrativas a vêm acompanhando ao longo de sua história?

Que mitos se forjaram sobre ela e como eles persistem no tempo? São estas algumas das perguntas que tentamos responder.

Esperamos que o conjunto aqui publicado contribua para uma compreensão mais detalhada de vários aspectos da história sociopolítica da língua portuguesa e para o trato dos desafios sociopolíticos.

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