Giulia Optmus Omnium

Por Carlos Henrique Mascarenhas Pires

Sobre o livro

Particularmente eu não concordo quando atribuem e mulher a alcunha de “amante”, sobretudo se tal rotulação lhe impõe a má afamada razão de ser “a outra”, porque ela muitas vezes nem sabe em qual posição se encontra, e quando sabe, às vezes, tem certeza de que é a “esposa”, a dita “outra”!

Dá um nó na minha cabeça quando penso no livro de Gênesis, afirmando que Adão teve cinquenta e seis filhos, sendo esse grupo divido em 33 homens e 23 mulheres, mas o mesmo livro não afirma que todos foram filhos de Eva, e se fosse, poderia Eva ter parido 56 filhos?

Para a Bíblia Sagrada, tudo pode, porque aquela era a vontade de Deus. Ainda em leitura de Gênesis, dos filhos de Adão com Eva, quem é muito citado é o terceiro filho, de nome Sete, que se casou com sua irmã Azura, e com ela teve “vários outros filhos”.

Por mero acaso, será que Adão não agiu em mancebia com suas filhas, quiçá netas, para ter tantos filhos?

A probabilidade é altíssima, e como Azura é a única filha citada pelo nome, também pode-se atribuir a ela a alcunha de “primeira amante” da humanidade, e depois dela, tudo foi festa, nem sempre com o final feliz… Ser “o outro (a)” de uma relação amorosa não é, nem nunca será fácil.

Por todos os pontos de vista, ao outro sempre cabe a pior parte, o esconderijo, a invisibilidade, mas uma coisa é certa, o “outro” nunca é imêmore. Falar de casamentos críticos e amantes históricas, sem citar a Bela Giulia Farnese, toa como estupidez.

A mulher que ancorou o mais controverso dos Papas Católicos, no meu ponto de vista nunca foi amante, mas a única esposa de Rodrigo.

Não cabe a um reles historiador, apaixonado pelas histórias vaticanas, atribuir ao currículo de Giulia Farnese o panteão dos justos, mas que ela merece mais destaque na história, por toda a sua contribuição benéfica a Roma, isso é inegável. E vou além…!

Para mim, todas as decisões equivocadas que tomou Alexandre VI, devem-se ao seu Príncipe Caesar, e todas as acertadas, a história aponta para Giulia Farnese, motivo pelo qual eu a atribuo a alcunha de “Optimus Omnium”, “a melhor”.

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