Sobre o livro
O Direito de Ser Ouvida nasce de uma história real. É um relato autobiográfico sobre a violência doméstica vivida por uma criança – e de como esse olhar frágil e atento guardou cada silêncio, cada estilhaço, cada grito que se tentou calar.
Ao longo destas páginas, partilho não só a violência sofrida dentro de quatro paredes, mas também a forma como essa violência moldou quem sou hoje. A escrita, neste livro, é a ponte entre a dor de uma infância marcada pelo medo e a coragem de uma mulher que decidiu transformar essa dor em palavras.
Mais do que um testemunho, este livro é um ato de nomeação: dar nome ao que foi vivido, devolver a essa criança o direito de ser ouvida, e, quem sabe, acender em quem lê uma centelha de esperança e de empatia. É também um convite à reflexão sobre o silêncio cúmplice que muitas casas carregam – e sobre a força que podemos encontrar quando ousamos quebrá-lo.
Cada capítulo mergulha na memória da infância, trazendo à superfície não apenas a dor, mas também a persistência do amor e da esperança. É um livro sobre cicatrizes – mas também sobre a possibilidade de reconstrução.
Acredito que esta história possa tocar outras vozes que ainda não se ouviram – ou que nunca foram ouvidas. É um livro para quem cresceu entre gritos e silêncios, e para todos aqueles que acreditam que a palavra tem o poder de curar, transformar e libertar.
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