A Negritude Violenta da Noite

Por Sandro Côdax

Sobre o livro

Quando a fronteira entre o humano e o sobrenatural se rompe, o tecido de nossa realidade se desfaz, e tudo desaba em ruínas.

Mistérios. Tormentas. Universos colidindo. Seres místicos e uma extraordinária batalha épica.

Em uma vila esquecida pelo tempo, um clarão rasga o céu e plantações, mudando para sempre o destino de seus moradores. Do milharal destruído surge um ser enigmático.

Em meio a sua plantação destruída, Dilermano e seu irmão Guilhermino, encontram um homem nu e silencioso, de olhos cor de mel, albino, e presença perturbadora. Para Dilermano, ele parecia um anjo; para Guilhermino, um temor.

Acolhido pelos irmãos, a presença do pequeno albino, traz uma prosperidade nunca antes vista a toda a vila rural. Aos lavradores, ele era um milagre silencioso: o Estranho que transformou a miséria em fartura.

Mas toda bênção nascida sem explicação guarda sempre uma sombra. um novo estrondo cósmico rasga o céu, e a noite se transforma em um cataclismo de fogo e águas tormentosas. A vila é varrida pela fúria da tempestade que leva colheitas, casas e vidas.

A dúvida logo surge, trazendo o confronto, a ira e a dúvida ao coração do vilarejo: seria o Estranho o anjo portador da fartura; ou seria ele a manifestação da desgraça. Preso entre a gratidão e o terror, o jovem lavrador Dilermano, precisa decidir: O Estranho ser, frágil e silencioso é um ser sagrado ou demoníaco. A batalha, a guerra pelo destino e pela vida de todos está posto à prova.

Em um mundo, onde a própria luz, e sombra, se acovardam; em meio, a negra violência noturna, qual ser divino e apocalíptico será o portador de nossos destinos?

A tempestade está chegando!

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