Rui, O Nascimento: O 1º Preso Político Do Pós 25 De Abril De 1974 (Colecao Forças Politicas Livro 3) – Rui O Nascimento

Rui, O Nascimento: O 1º Preso Político Do Pós 25 De Abril De 1974 (Colecao Forças Politicas Livro 3) – Rui O Nascimento
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Detalhes do livro:

  • Título: Rui, O Nascimento: O 1º Preso Político Do Pós 25 De Abril De 1974 (Colecao Forças Politicas Livro 3)
  • Autor: Rui O Nascimento
  • Formatos: eBook Kindle, PDF
  • Tamanho do arquivo: 53797 KB
  • Número de páginas: 168 páginas
  • Vendido por: Amazon Serviços de Varejo do Brasil Ltda
  • Idioma: Português

Leia a sinopse:

Eu sempre fiz pela minha vida, e muito.

Mas num País de “cunhas” e “compadrios”, o meu hercúleo esforço individual não me conduziu a “bom porto” tão rapidamente neste Xadrez da Vida, como a quem tem com quem jogar em equipa.

Mas eu encontrei aqui “um buraco”…
Toda a gente me quer preso porque nada tenho para lhes oferecer, de material, entenda-se.

À partida, isto é trágico, mas se olharmos para os grandes nomes que passaram por este Planeta, Jesus, o Cristo, Maomé, Buda, mas também outros nomes em outras áreas, todos trilharam descalços ou de chinelos, uma vida inteira, com muito menos do que o comum cidadão tem hoje.

Muitas gerações sofreram e padeceram muito, para a minha geração ter tudo o que tem hoje.
E a minha geração… o que já deu?

O 25 de Abril de 1974 foi uma Revolução Política… mas a Democracia continua minada no sector da aplicação da lei. Temos ótimas leis mas elas não são eficientemente aplicadas.

Há um vício de vontade inerente ao Ser Humano, imperfeito por definição.

A Magistratura nunca admitiu ser tratada por “igual ao cidadão”. Na letra de lei da Constituição da República Portuguesa, como na Convenção Europeia dos Direitos do Homem, como na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

DEUS (art.42º C.R.P.), OS MEUS LEGISLADORES MUNDIAL (D.U.D.H.), EUROPEU (C.E.D.H.) E PORTUGUES (C.R.P.), DECLARARAM IGUAL DIGNIDADE ENTRE TODOS OS HOMENS… MAS A MAGISTRATURA CONTINUA A SER “A OVELHA RANHOSA DA HUMANIDADE”, INSISTINDO NUM REGIME DE SUPERIOR DIGNIDADE PARA SI PRÓPRIA, SOBRE TODOS OS DEMAIS CIDADÃOS!

O seu vício de vontade em aplicar a lei como o Legislador a definiu, ao abrigo do Princípio da Separação de Poderes, deriva precisamente do facto da magistratura se recusar a perder a distinção de superioridade que todos os sistema totalitários lhe têm garantido. Ditaduras e Monarquias sempre trataram a magistratura e a advocacia como “homens superiores em dignidade, ao comum e reles povo”.

É esta distinção de dignidade que a magistratura quer recuperar.
É a perda desta distinção de dignidade que a magistratura não perdoa ao Poder Político Democrático.

É esta a razão que leva toda a magistratura, em bloco e sob a rédea curta do presidente do S.T.J., que convenientemente acumula funções com a presidência do C.S.M., a deliberadamente minar, defraudar, mandar abaixo, todo o sistema democrático que os classifique como “iguais” ao comum cidadão, como faz o art.13º da nossa Constituição.

A próxima grande revolução a fazer neste País será uma ao nível judicial.

Entretanto, a magistratura portuguesa já conhece bem as minhas ideias e ideiais, desde as várias primeiras instâncias da minha zona de residência, até ao C.S.M., ao S.T.J., à Procuradoria Geral da República, ao C.S.M.P.

E portanto, querem-me prender. Não tendo elementos objetivos ou subjetivos contra mim, forjam-nos, sem qualquer respeito por regras democráticas, que sempre desprezaram.

Assim seja…

Mário Soares, Álvaro Cunhal, Xanana Gusmão, Martins Luther King, Nelson Mandela, Che Guevara, Fidel Castro… todos eles foram presos políticos ou assassinados, em nome de um ideal democrático e igualitário.

Esses homens sempre foram como “um farol ao fim do meu túnel”. Sempre os admirei na razão inversa do desprezo que sempre senti pelos que os encarceraram.

Hoje tenho a oportunidade de entrar nesse sublime grupo.

Todos nós temos que morrer. Uns de forma mais útil à Sociedade, outros menos, outros nada;
Todos nós estamos nesta vida para viver: uns de forma perfeitamente fútil, outros um pouco úteis, outros arriscam a sua própria vida para benefício de milhões, de várias ou de tonas as Nações do Mundo.

Nesta vida, o meu projeto de vida (e quem sabe de morte) passa por aqui. Há que vivê-lo.

Acredito firmemente que “após a Tormenta, vem a Bonança!”… nesta ou na próxima vida.

Não tenho medo, não tenho pena. Apenas quero viver a vida passo a passo, e neste momento, é este o passo que eu sou chamado

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