Universidade Aberta À Terceira Idade: Representações Da Velhice – Simone Magalhães Lacerda

Universidade Aberta À Terceira Idade: Representações Da Velhice – Simone Magalhães Lacerda
Acessar

Resumo:

Este trabalho traz uma reflexão que coloca em questão representações da velhice mobilizadas por idealizadores e alunos da UnATI-UNIFAL (Universidade Aberta à Terceira Idade; Universidade Federal de Alfenas-MG). Um dos seus objetivos centrais era investigar não apenas o universo deste programa de atenção ao idoso em Alfenas; mas abordar concepções relativas ao processo de envelhecimento e a velhice que o subsidiaram e tem subsidiado outros programas dessa natureza. Assim; exploro; de um lado; o modo como as noções de saúde; educação e qualidade de vida são mobilizadas e articuladas para fundamentar a “abertura” da universidade aos mais velhos: movimento que me permitiu investigar representações da velhice para além da polaridade saúde/doença; eixo articulador conceitual do discurso organicista. Discuto; então; o surgimento da expressão “terceira idade” e sua relação com os termos “velho” e “idoso”; assinalando que a noção a que ela se refere tem vínculo com uma concepção redimensionada de saúde (que inclui a complexa questão relativa ao “bem/mal-estar” humano). De outro lado; volto minha atenção para a história de constituição das universidades abertas (no Brasil e no mundo). Identifico; nesse empreendimento; a importância da extensão universitária na concretização deste programa de atenção ao idoso e a via de mão dupla que está em causa nesta projeção “extra-muros”: a universidade se abre para “ensinar” … mas aprende com os velhos. Nessa linha; coloco em causa o par ensinar/aprender no âmbito da universidade aberta à terceira idade. Finalmente; trago à luz o resultado de uma análise de dados; coletados em entrevistas semi-estruturadas; realizadas com idealizadores e alunos da UnATI-UNIFAL. Lanço mão do dispositivo metodológico idealizado por Lefévre & Lefévre (2000) o “Discurso do Sujeito Coletivo” (DSC) – em cuja base conceitual está a noção de “representação social” (Moscovici; 1961; Jodelet; 1989). Procuro mostrar que; se há a possibilidade de se identificar temas gerais – entre eles; saúde/doença; ensinar/apreender; perdas/ganhos; vida/morte; atividade/ociosidade – que se inscreve nos discursos dos entrevistados; há que se reconhecer suas marcas singulares. Marcas que; muitas vezes; subvertem discursos socialmente cristalizados sobre o processo de envelhecimento e a velhice

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: PUC/SP/GERONTOLOGIA
  • Área de Conhecimento: CIÊNCIAS DA SAÚDE
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 334.85 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

Faça download do ebook em PDF: