Transformações Na Paisagem Da Bacia Do Rio Marrecas (Sw/Pr) E Perspectivas De Desenvolvimento Territorial – Gilnei Machado

Transformações Na Paisagem Da Bacia Do Rio Marrecas (Sw/Pr) E Perspectivas De Desenvolvimento Territorial – Gilnei Machado
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Resumo:

As ações da sociedade no espaço e na natureza têm, ao longo do processo de ocupação desse espaço, provocado alterações significativas na paisagem, fazendo com que a paisagem seja o resultado da ação humana sobre o espaço. Ao ocupar um espaço e disseminar sobre ele um conjunto de objetos fixos e um conjunto de relações (fluxos), sejam essas de poder ou não, os homens transformam-no em território, o que faz com que, espaço e território não sejam termos equivalentes. Somente se exerce poder sobre um espaço, fazendo com que este se transforme em território, quando existe algo nesse espaço que chame a atenção, desperte o interesse econômico, social, cultural ou de outra forma. O território, nesse sentido, passa a ser “fonte de recursos” para o grupo social que sobre ele exerce poder. Criar territórios é uma necessidade dos seres humanos, para que possam habitar um espaço e ativar o processo de reprodução social. Essa criação somente é possível através do que conhecemos como processos de territorialização, os quais podem ser analisados de forma cronológica, como produção de formas e de uma lógica determinada historicamente através da transformação material do espaço e da efetivação das relações sobre ele. A denominação, delimitação, transformação material, comunicação e estruturação são ações que criam territórios. Isso permite compreender uma bacia hidrográfica, como a do Rio Marrecas, como sendo um território, pois passou por um processo de ocupação e transformação de sua paisagem, ou seja, pelo processo de territorialização. Para compreender essa transformação do espaço da bacia hidrográfica do Rio Marrecas em território nos detivemos em analisar as transformações ocorridas na sua paisagem ao longo do processo de ocupação da mesma, nos atendo principalmente no período entre 1950 e 2008 e procurando destacar quais os atores territorializantes e as ações por eles realizadas sobre o território. Para isso tomamos como base a totalidade da bacia (o espaço urbano e rural). Por meio dessa análise foi possível verificar que em cada década, desde a ocupação efetiva nos anos 1950, se destacaram atores/agentes territorializantes diversos que efetivaram a transformação do espaço em território por meio de ações também diversas, seguindo os interesses pessoais e coletivos. Das transformações detectadas ao longo das décadas analisadas percebeu-se que a retirada da mata (floresta natural) e sua substituição por cultivos agrícolas e pastagens foi a principal, particularmente nas três primeiras décadas de ocupação, já nas três últimas, a transformação da paisagem esteve circunscrita à área urbanizada da bacia, isto é, o núcleo urbano de Francisco Beltrão. Essa dinamicidade na transformação da paisagem urbana deu-se em virtude da migração campo-cidade, do processo de industrialização e da conseqüente expansão horizontal e vertical da cidade.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UNESP/PP/GEOGRAFIA
  • Área de Conhecimento: GEOGRAFIA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 6.55 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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