Transformação Genética De Abobrinha-De-Moita E Melancia Para Resistência Ao Papaya Ringspot Virus – Type Watermelon E Ao Zucchini Yellow Mosaic Virus – Liliane Cristina Liborio Stipp

Transformação Genética De Abobrinha-De-Moita E Melancia Para Resistência Ao Papaya Ringspot Virus – Type Watermelon E Ao Zucchini Yellow Mosaic Virus – Liliane Cristina Liborio Stipp
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Resumo:

No Brasil, doenças causadas pelo Papaya ringspot virus – type Watermelon (PRSV-W) e Zucchini yellow mosaic virus (ZYMV) reduzem a produção e a qualidade dos frutos de abobrinha-de-moita (Cucurbita pepo) e melancia (Citrullus lanatus), assim como em outras cucurbitáceas. O objetivo deste trabalho foi a obtenção de plantas transgênicas de abobrinha-de-moita e melancia resistentes ao PRSV-W e ao ZYMV. Um sistema eficiente de regeneração in vitro é necessário para a obtenção de plantas transgênicas. O sistema de organogênese in vitro de abobrinha-de-moita foi desenvolvido utilizando como explantes a região basal do cotilédone e um segmento do hipocótilo obtidos a partir de sementes germinadas in vitro. Os explantes foram cultivados em meio de cultura MS (MURASHIGE, SKOOG, 1962), suplementado com diferentes concentrações de BAP (benzilaminopurina). A indução de gemas adventícias foi mais eficiente nas concentrações de 1,0 e 1,25 mg/L de BAP. Este protocolo foi usado para regenerar plantas em experimentos de transformação genética de abobrinha-de-moita cv. ‘Caserta’ e melancia cv. ‘Crimson Sweet’, via Agrobacterium tumefaciens. O vetor binário pCAMBIA2201, contendo fragmentos dos genes da proteína capsidial do ZYMV e do PRSV-W, numa construção gênica do tipo hairpin e o gene de seleção nptII, sob controle do promotor 35S, foi usado nos experimentos de transformação genética. Após 2 dias de co-cultivo, em meio de cultura MS, suplementado com BAP (1 mg/L), os explantes foram transferidos para meio de cultura de seleção, suplementado com BAP (1 mg/L), timentin (400 mg/L) e canamicina (100mg/L) e cultivados por 3 a 4 semanas, sob fotoperíodo de 16 horas de luz. Plantas regeneradas foram analisadas por PCR, usando primers específicos para detecção dos fragmentos dos genes da proteína capsidial do PRSV-W e ZYMV. Foram utilizados 1050 explantes de abobrinha-de-moita e de 973 explantes de melancia, resultando em 36 e 59 plantas PCR positivas, respectivamente. A eficiência de transformação foi de 3,4% para abobrinha-de-moita e 6,1% para melancia. Plantas PCR positivas foram aclimatizadas, gradualmente, em sala de luz e transferidas para casa-de-vegetação. Pela análise de Southern blot foi confirmada a integração dos fragmentos dos genes da proteína capsidial do ZYMV e PRSV-W em 3 plantas de abobrinha-de-moita. Depois de desenvolvidas, flores femininas foram polinizadas manualmente e sementes foram coletadas de frutos maduros. Plantas R1 de abobrinha-de-moita e melancia foram inoculadas com o PRSV-W e o ZYMV por meio de Myzus nicotianae virulíferos. Não foram identificadas, até o momento, plantas resistentes aos patógenos em estudo.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: USP/CENA/CIÊNCIAS (ENERGIA NUCLEAR NA AGRICULTURA)
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 2.59 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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