Transferência Linguística E Transferência De Treinamento Na Interlíngua Do Falante De Português-L1/Inglês-L2 – Ana Carolina Silva Vilela

Transferência Linguística E Transferência De Treinamento Na Interlíngua Do Falante De Português-L1/Inglês-L2 – Ana Carolina Silva Vilela
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Resumo:

Esta dissertação busca descrever aspectos da interlíngua de falantes nativos do português brasileiro (PB); aprendizes de inglês-L2. A partir dessa descrição; objetiva-se refletir sobre a possível influência do conhecimento de língua materna (L1) e de procedimentos de ensino sobre a configuração interlinguística (fenômenos denominados “transferência linguística” e “transferência de treinamento”; respectivamente). Para a análise dessas questões; escolheu-se a construção causativa-passiva do inglês; ilustrada em (1) John had his hair cut; e a alternância agente-beneficiário do PB; ilustrada em (2) O cabeleireiro cortou o cabelo de João; e (3) JoãoBEN cortou o cabelo. Ambas as estratégias são um meio de se conferir proeminência ao beneficiário da ação verbal; que ocupa a posição de sujeito. Considerando que uma sentença como (4) John cut his hair não fere as regras sintáticas do inglês e que; em português; seu equivalente-literal corresponde à sentença em (3); buscou-se verificar se os aprendizes brasileiros produziriam sentenças como (4); atribuindo a John o papel de beneficiário da ação; como ocorre no PB. Os resultados mostraram que a interlíngua dos falantes brasileiros exibe tanto sentenças como (4) quanto (1). Diante desse fato; perguntou-se se a presença de sentenças do tipo (4) constituía evidência de transferência linguística do PB para a interlíngua. Os resultados não permitiram inferir se há ou não a presença desse fenômeno na interlíngua dos falantes brasileiros. Detectou-se; ainda; que os sujeitos brasileiros se mostram mais conservadores que os falantes nativos de inglês; exibindo uma tendência maior de rejeitar o uso de sentenças do tipo (4) em contextos . Os sujeitos brasileiros também demonstraram uma tendência maior de atribuir o papel de agente ao sujeito de sentenças desse tipo; não aceitando a atribuição do papel de beneficiário ao sujeito. Hipotetiza-se que esse comportamento decorra da presença de uma regra interlinguística; inferida a partir do insumo pedagógico. Participaram deste estudo cinquenta e nove sujeitos; distribuídos em um grupo controle e diferentes grupos experimentais; de acordo com os objetivos de cada fase da pesquisa.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFMG/ESTUDOS LINGÜÍSTICOS
  • Área de Conhecimento: LINGÜÍSTICA APLICADA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 1.80 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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